Ficar pronta para o romance

 

Antes do amor chegar devemos ficar pronta para o romance

Idealizações excessivas podem fazer mal para quem ainda não encontrou seu par perfeito. O preciosismo do dessas resistências pré-concebidas chega a ser engraçado, e até mesmo bizarro: ah, ele não é legal porque usa meia branca; ah, ela não serve porque gosta de drops de eucalipto… O ideal é não se apoiar demais numa lista de qualidades ou defeitos. Nesse terreno das preferências, muita coisa pode ser ultrapassada quando existe amor e química sexual recíprocos.

O mais comum nessa história é que o outro esteja distante de nossas expectativas – e esse golpe tem de ser assimilado. “Gosto muito de lembrar o poeta Mário Quintana, que dizia que para ser feliz com uma pessoa, você, em primeiro lugar, precisa não precisar dela. Não há necessidade do outro cobrir toda nossa lista de carências ou exigências”, diz a psicanalista e psicoterapeuta paulista Irene Cardotti. “Acho mais importante a pessoa perguntar para si mesma: o que tenho a oferecer para o meu parceiro? E aplicar a energia em se conhecer, cuidar e sobretudo gostar mais de si, sem pensar exclusivamente em exigir ou em agradar alguém”, diz ela. “Além de começar a apreciar quem você é, também é aconselhável aprender a gostar de quem gosta de você. Muitos relacionamentos patológicos podem começar com uma pessoa querendo manipular a outra para forçá-la a amar.

Isso não é bom, nem para o manipulador, nem para o manipulado”, conta Irene. Dessa maneira, a expressão de um encantamento natural transforma-se apenas em sedução e tentativa de controle, um jogo doloroso. É mais sábio se preparar melhor para o encontro amoroso do que entrar nessa disputa frenética.

encontrar um amor

A construção da relação madura

Ninguém discorda até aqui que em um namoro o maior número de afinidades entre o casal pode favorecer o relacionamento. Mas, como dissemos há pouco, os dois não precisam ser exatamente iguais em termos de temperamento, personalidade ou ritmo. O mais importante é que compartilhem os mesmos sonhos, que olhem na mesma direção. Porém, e se não for assim

Vamos nos lembrar novamente de que o amor é uma escolha. No momento em que decidimos estar ao lado de um parceiro, automaticamente vamos ter de admitir que teremos um trabalho a fazer pela frente, sobretudo interno. Não é mudar o outro que vai contar nessa história, mas sim mudar a si mesmo. “Essa conversa de príncipe ou princesa prontos não passa de um mito que prejudica demais as relações.

Acredita-se assim que em um encontro nada precisa ser feito para que a harmonia seja predominante no relacionamento”, diz a psicoterapeuta paulista Sandra Taiar. “A perfeição não compõe com o encontro humano. No começo pode haver um encantamento, e a ilusão da perfeição, mas é na aspereza da realidade que vai se dar o verdadeiro encontro entre dois seres que se amam. É nesse momento em que você se despe de suas fantasias para escolher uma relação mais real”,

O desejo de viver um amor de uma forma densa e profunda pode instigá-lo a abrir cada vez mais o coração e, dessa maneira, levá-la a um despertar espiritual. Isso pode ser incrível, mas também estarrecedor. “O amor o leva até ao seu limite – sua sensação de limitação – e então o empurra para ir mais além. Às vezes de uma forma delicada, gentil e generosa. Às vezes, de uma forma simplesmente enlouquecedora. É essa abertura que pode levá-la a outro estágio espiritual.

 

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